Os Estados Unidos voltaram a anunciar bombardeios ao Irã em retaliação a um ataque a um navio no Estreito de Hormuz, que foi fechado mais cedo pelo Irã.
O que aconteceu
O Centcom (Comando Central dos EUA) afirmou que essa é a terceira rodada de ataques ao Irã. Os ataques se iniciaram na noite de hoje, poucas horas depois de Teerã mandar fechar o Estreito de Hormuz e atacar um navio de bandeira cipriota que furou o bloqueio.
O navio atacado pelo Irã, de acordo com os Estados Unidos, sofreu graves danos e pegou fogo. Um tripulante está desaparecido, segundo o Centcom.
Mídia iraniana confirmou que explosões foram ouvidas na área costeira do país. Apesar de não apontar a origem dos ataques, a agência de notícias semi-estatal Fars relatou que os alvos foram as localidades de Sirik, Jask, Minab, Bandar Abbas e Chabahar.
Outros ataques também foram registrados na região de Bushehr. Segundo o vice-governador da província para Assuntos Políticos, de Segurança e Sociais, Ehsan Jahanian, não houve registro de vítimas após as investidas contra diversas cidades da região, entre elas Bushehr, Asalouyeh e Bandar-e Deyr.
Em publicação no X, Secretário de Defesa americano disse que o Irã iria pagar pelo que fez. "Irã fez um escolha ruim. Agora eles pagam por isso", postou Pete Hegseth.
Iran made a poor choice. Now they pay. https://t.co/8m4fEfgrXv
-- Pete Hegseth (@PeteHegseth) July 11, 2026
Fechamento temporário de Hormuz
A nova onda de ataques acontece em resposta a IRGC (Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã), que fechou temporariamente o Estreito de Hormuz até "novo aviso", de acordo com a mídia estatal iraniana. A informação foi divulgada hoje em um comunicado transmitido pela Radiodifusão da República Islâmica do Irã.
O país persa já havia ameaçado trancar a rota caso voltasse a ser atacado. Com a intensificação dos bombardeios dos EUA, que voltaram a atacar alvos do Irã na última quarta-feira (8), a marinha iraniana definiu que nenhuma embarcação está autorizada a passar pelo canal até que a interferência dos EUA termine.
O Irã afirma que só vai reabrir o canal após o fim daquilo que chama de intervenção dos EUA na região. Desde a metade da semana o país está recebendo ataques norte-americanos. Teerã, por sua vez, foi para a retaliação atacando bases dos EUA na região do golfo.
A Marinha disse que já repreendeu uma embarcação com tiros de advertência. O navio, segundo o Irã, estava tentando cruzar o estreito por uma "rota ilegal".
🚨 ESCALADA NO ORIENTE MÉDIO: EUA voltam a bombardear o Irã após fechamento do Estreito de Hormuz
O clima geopolítico mundial atingiu um novo pico de tensão neste sábado (11 de julho). Os Estados Unidos iniciaram uma terceira rodada de ataques aéreos contra o Irã.
A ação ocorre em retaliação direta ao fechamento do Estreito de Hormuz por Teerã e ao ataque iraniano a um navio de bandeira cipriota que tentou furar o bloqueio. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a embarcação sofreu graves danos, pegou fogo e há um tripulante desaparecido.
🔍 O que está acontecendo?
O Bloqueio: O Irã fechou temporariamente o Estreito de Hormuz — uma das rotas marítimas de petróleo mais importantes do mundo — e afirmou que só reabrirá o canal quando cessarem as intervenções dos EUA na região.
Os Alvos: Explosões foram confirmadas em várias cidades costeiras e estratégicas do Irã, incluindo Bandar Abbas, Bushehr, Asalouyeh, Jask e Chabahar. Até o momento, autoridades locais informam que não há registro de vítimas civis na província de Bushehr.
A Reação Americana: O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, foi enfático em suas redes sociais: "O Irã fez uma escolha ruim. Agora eles pagam por isso".
A escalada começou a se intensificar na última quarta-feira (8), com bombardeios mútuos entre forças americanas e retaliações iranianas a bases dos EUA no Golfo. O fechamento de Hormuz era a principal ameaça de Teerã caso os ataques continuassem.
⚠️ O Impacto Global
O Estreito de Hormuz é o coração do escoamento de petróleo global. O bloqueio prolongado da região e o confronto direto entre as duas potências militares podem trazer consequências imediatas para a economia global, incluindo a alta no preço dos combustíveis e instabilidade nos mercados financeiros.
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